No Prêmio IMPA-SBM, Fantástico mostra efeitos de corte no CNPq

 

 

A reportagem do Fantástico que mostrou o impacto do corte de bolsas do CNPq na vida de medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) foi a segunda colocada no Prêmio IMPA-SBM de Jornalismo. Conduzida pelo repórter da TV Globo Murilo Salviano, a matéria usou como ponto de partida a história da medalhista Natália Alves, de Cocal dos Alves, no Piauí. 

 

A Escola Estadual Augustinho Brandão, onde Natália estuda, é um dos destaques da matéria. De lá, saíram mais de 120 medalhistas da OBMEP, que puderam se candidatar a uma bolsa de R$ 400 ao entrarem no ensino superior. Entre eles, estão os únicos três médicos de Cocal dos Alves. 

 

Para tais resultados, os alunos passaram a ter também aulas aos sábados. “A OBMEP vem identificando ao longo dos anos alguns dos jovens mais talentosos. Por outro lado, também cria dentro das escolas uma dinâmica de interesse pela matemática”, disse Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA, ao Fantástico. Em setembro do ano passado, após reportagem sobre corte de bolsas, rede de solidariedade foi formada para ajudar Natália. 

 

O governo não tem dinheiro para pagar estudantes que dependem de bolsas para continuar os estudos. A falta de verba vai interromper desde pesquisas de ponta até projetos que mantêm adolescentes em sala de aula, em pleno ano letivo. O Fantástico foi ao interior do Piauí ver de perto o impacto dessa notícia em uma cidade onde o sonho é ser professor de matemática.

 

Os medalhistas da Olimpíada de Matemática recebem uma bolsa de R$100 por mês, durante um ano. A Olimpíada é organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e envolve escolas públicas em quase todo o país.

 

Em Cocal dos Alves, estudantes têm aulas extras de matemática no sábado, das 8h às 17h. Um investimento que já trouxe mais de 120 medalhas para uma escola pública da região. “No fundo, no fundo, o maior interesse deles é conseguir chegar a universidade”, conta o professor Amaral.

 

Quem um dia já foi medalhista podia se candidatar a uma bolsa de R$ 400 ao ingressar no ensino superior. Foi com esse dinheiro que os únicos três médicos da cidade bancaram seus estudos.

 

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Fonte: IMPA 

 




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