‘A OBMEP me deu o sucesso que tive’, diz medalhista

 

Kelson Lopes, medalha de ouro em 2019, foi aprovado em 1º lugar no ITA e no IME


“A OBMEP foi responsável por todo sucesso que tive até agora.” A frase resume a trajetória do jovem Kelson Lopes, medalhista de ouro da OBMEP em 2019 e bronze em 2022, aprovado em 1º lugar em dois dos processos seletivos mais difíceis do país: o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e o IME (Instituto Militar de Engenharia).

A história de Kelson começa como a de muitos estudantes brasileiros. De origem humilde, criado pelo pai, o mototaxista Antônio José da Silva, ele teve a formação básica na rede pública de Teresina (Piauí). Desde criança, sonhava em ser engenheiro, mas nem sempre apresentou facilidade com a vida acadêmica. A concentração era um desafio e o interesse pelos estudos demorou a surgir.

A virada veio no Ensino Fundamental, mais precisamente no 7º ano, quando a matemática deixou de ser apenas uma disciplina escolar e passou a ser um interesse real. As primeiras participações em olimpíadas trouxeram resultados, mas, mais do que medalhas, abriram caminho para um envolvimento mais profundo com a matemática.

A menção honrosa conquistada na OBMEP foi o primeiro passo. A partir dela, veio a oportunidade de ingressar no programa Cidade Olímpica Educacional (COE), onde teve acesso a uma formação mais aprofundada e a um novo universo de possibilidades. Foi ali que o interesse se transformou em paixão e passou a fazer parte do seu projeto de vida profissional.

No 9º ano, conquistou a tão esperada medalha de ouro na OBMEP, um marco que mudaria definitivamente sua trajetória. “Essa medalha me rendeu muitos frutos, tanto acadêmicos quanto financeiros. Foi um feito que realmente me deu a oportunidade de correr atrás do meu sonho de cursar engenharia”, conta




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Ao longo desse percurso, houve também experiências marcantes fora da sala de aula, como a participação na Cerimônia Nacional da OBMEP considerada inesquecível. Foi, inclusive, sua primeira viagem de avião — um símbolo concreto de até onde aquela jornada já havia chegado.

As portas que se abriram a partir daí foram decisivas. Ainda no Ensino Médio, veio uma bolsa integral para estudar em uma turma preparatória para o ITA e o IME, o que possibilitou não apenas um avanço acadêmico consistente, mas também condições concretas para seguir sonhando alto.

Com o objetivo bem definido desde o fim de 2019, ele encarou anos de preparação intensa. Foram três anos do Ensino Médio e mais três anos de estudo direcionado até alcançar a aprovação em instituições que são referência nacional e internacional em engenharia.

“Fiquei muito feliz. Senti que consegui fazer valer não só o meu esforço, mas também os esforços de todos aqueles que me ajudaram nesse caminho, como a OBMEP”, resume