Composta por medalhistas da OBMEP, a equipe que representou o Brasil na 15ª EGMO (European Girls’ Mathematical Olympiad), em Bordeaux, na França, voltou com a mala cheia de conquistas. Com um ouro, uma prata, um bronze e uma menção honrosa, o time alcançou a 15ª colocação no ranking geral, segundo melhor desempenho brasileiro na história da olimpíada, voltada ao incentivo da participação feminina na matemática.
Júlia Leguiza, pentamedalhista da OBMEP, conquistou o ouro — a segunda medalha dourada do Brasil na história da EGMO. Maria Clara Fontes Silva, com quatro medalhas na OBMEP, garantiu a prata, enquanto Heloísa Mysczak, que acumula três medalhas na OBMEP, conquistou o bronze. A menção honrosa foi para Maria Cecília de Melo, que tem dois bronzes na OBMEP. A delegação brasileira foi liderada pela professora Ana Paula de Araújo Chaves, do IME/UFG.
"Foi pura felicidade e também inesperado. Já faz algum tempo que o Brasil não ganhava uma medalha de ouro, a última foi em 2019, então tinha uma certa barreira ali de ser algo quase impossível”, contou Julia.
Júlia destaca a influência da OBMEP em sua formação, lembrando momentos marcantes como a participação na Cerimônia Nacional de Premiação — onde recebeu o Troféu Meninas Olímpicas —, no PIC (Programa de Iniciação Científica) e no Encontro do Hotel Hilbert. “A OBMEP foi minha porta de entrada nas olimpíadas”, resume.
A experiência acumulada na OBMEP e em outras olimpíadas científicas foi decisiva para o desempenho das estudantes na competição internacional, contribuindo tanto para o domínio técnico quanto para a confiança das participantes.
O desempenho das brasileiras reforça a importância de iniciativas como a OBMEP na identificação e no incentivo de talentos, especialmente entre meninas, ampliando oportunidades e promovendo maior equidade de gênero nas ciências exatas.