Estudante de matemática da UFPA é o 11º personagem da série que homenageia os 10 anos da OBMEP.


Erick Rodolfo Souza Trindade, de Ananindeua, Pará

 

 

Era a primeira classe de 2014 na faculdade de matemática da Universidade Federal do Pará (UFPA), o professor perguntava qual o nome e o sonho de cada um. Um rapaz alto e moreno levantou para se apresentar: Erick Rodolfo Souza Trindade. Seu sonho? Encontrar um aluno com sede de aprender. Em resposta, ouviu o docente afirmar categoricamente: “Quando um aluno se esforça e estuda, sempre aparece um professor que quer ajudar. Ainda bem.” A fala ecoou na sala de aula - e onde mais? - fazendo Erick calcular a quantas pessoas teria de agradecer por estar ali. Logo, o jovem chegou a uma conclusão mais do que certa: “Sei que estudei bastante, mas também fui muito ajudado. Quando puder, vou retribuir ajudando quem precisa. Vou encontrar um aluno que queira estudar, para que eu possa fazer como eles.”

 

Percorrendo mentalmente a lista, voltou no tempo, mais especificamente para 2009. Antônio de Pádua Queiroz era o professor de matemática da Escola Estadual Oneide de Souza Tavares, no município de Ananindeua, região metropolitana de Belém. Naquela época Erick estava longe de ser o atual aluno motivado, ocupante cativo da primeira fileira nas salas da faculdade de matemática da UFPA. Mas Antônio foi o primeiro a ver potencial no menino que, cursando o oitavo ano do ensino fundamental, ainda não sabia fazer operações com frações. E, mesmo assim, conseguiu tirar 8 no primeiro teste do ano. “Logo nas primeiras aulas ele jogou no quadro algo como três quartos mais cinco oitavos. Tinha noção de que era uma obrigação já saber aquilo, já devia ter estudado antes em sala de aula, mas eu não fazia ideia de como resolver”.

 

Por conta própria, Erick pegou na biblioteca um livro do sexto ano, então quinta série, para entender as frações que tanto lhe perseguiam. Logo começou a estudar sozinho as outras matérias. Passava o dia praticamente inteiro estudando para repor o que deveria ter aprendido nos dois anos anteriores. Foi quando o professor notou sua evolução, viu que estava resolvendo as questões com maior facilidade, evoluindo. Os dois conversaram e Antônio lhe deu mais quatro livros de matemática: um do sétimo, um do oitavo e dois do nono ano. “Eu nunca tinha encontrado um professor que investisse tanto em mim e me motivasse daquele jeito. Aquilo me incentivou, me fez estudar bastante”, lembra Erick. O menino que antes usava livros didáticos para alcançar o conteúdo exigido em seu ano passou a usá-los para se aventurar em temas mais avançados.

 

Participante da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) desde o sexto ano do Ensino Fundamental, por três edições Erick sequer chegou à segunda fase. Mesmo no oitavo ano, quando começou a se interessar pela disciplina e estudou sozinho, acertou apenas quatro questões. Tinha colocado como meta pessoal acertar 15. “Fiquei muito desapontado, pensando ‘Meu Deus, só isso?!’. Logo depois entrei em férias e passei o recesso todo estudando.”

 

Para sua felicidade, a combinação entre a determinação do aluno e a vocação do professor rendeu frutos. Erick chegou ao nono ano já sabendo toda a matéria de matemática exigida naquela série. Inscreveu-se novamente na OBMEP e acertou 13 questões na primeira etapa - não era a sua meta, mas garantiu-lhe um lugar na segunda fase. Recebeu um cartão com instruções sobre a Olimpíada onde se fala sobre o Programa de Iniciação Científica. “Não tinha entendido direito o que era, mas me interessou. Achava que seria como uma escola.” Atraído também pela bolsa que o programa dava, traçou uma nova meta: a medalha de bronze. Não deixou de ficar surpreso quando recebeu o anúncio de que desta vez tinha conseguido atingir a própria meta. “Só conquistei essa medalha graças aos livros. No ensino fundamental, sem dúvida, o Antônio foi a pessoa mais importante. Foi quem me preparou para a OBMEP”, conta Erick, que convidou o professor para a entrega de seu diploma e da medalha de ouro que recebeu na 9ª OBMEP, em 2014. Apenas nesta última edição Erick chegou ao seu número mágico estipulado no início, as 15 questões. Foi a terceira medalha do estudante.

 

Na cerimônia de entrega da medalha e do diploma, outro professor também estava presente a convite de Erick. Paulo Magalhães não era o titular de sua classe, mas se interessou pelo bom desempenho do menino na OBMEP. Seu papel na vida do aluno foi importante para manter o interesse pela matemática em um período em que o nível de exigência aumentava e algumas decepções começavam a aparecer. Após sua primeira medalha, no último ano do Ensino Fundamental, Erick aumentou as expectativas. Foi fazer a prova de nível 3, do Ensino Médio, na expectativa de ganhar outro bronze, mas recebeu menção honrosa. “Fiquei bem triste, decepcionado. Mas a prova do ensino médio é mais difícil e mais concorrida, então tentei me consolar com isso”, confessa o jovem.

 

No segundo ano do Ensino Médio, Erick foi para a prova mirando na medalha de bronze. Em suas palavras, queria recuperar o que tinha perdido. Ganhou a prata e quem deu a notícia foi justamente o professor Paulo: “Ele me chamou na sala dele, eu nem acreditava. Cheguei a perguntar se tinha certeza que era eu. O Paulo dizia ‘daqui da escola você é o único que tinha como ganhar’, continuei incrédulo, fiz ele ir lá confirmar”. Paulo convocou outros professores, juntos mandaram fazer uma faixa colocada na porta da escola dando parabéns ao aluno pela conquista. “Fiquei muito feliz, me senti muito querido pela escola”, lembra Erick.

 

Paulo também teve um papel importante anos depois, quando Erick passou para a UFPA. Foi o professor que o ajudou com toda a documentação: “Se ele não tivesse me ajudado, acho que não estaria aqui. Eu me senti de mãos atadas, agoniado, porque não sabia como lidar com essas burocracias. Ele que me disse como ir a cartórios, certificar documentos, tudo dentro do curto prazo”. Erick só tinha um dia para a inscrição no curso de matemática e precisou correr contra o tempo para conseguir todos os papéis exigidos.

 

Ainda em 2012, a medalha de prata acendeu novas esperanças no estudante. Pensou, “poxa, dá para ganhar o ouro, então”. Animado a princípio, mais uma vez recaiu em descrença: “desanimei achando que não ia dar, que a medalha de ouro era muito concorrida e, antes mesmo de voltarem as aulas, desacreditei”. No terceiro ano Erick já cursava o PIC e o coordenador regional era o professor João Pablo Pinheiro da Silva . Foi ele que deu os parabéns pela terceira medalha. Erick não tinha internet em casa, por isso não conseguiu acessar o site quando saiu a lista dos premiados. Mais uma vez, se pegou surpreso: “Se na prata eu já não acreditava, imagina a de ouro! Enquanto o João falava eu só conseguia pensar ‘como é que eu ganhei esse negócio?’ Imaginei que ele tivesse olhado o nome errado”. Incrédulo, Erick correu para um laboratório de informática, a fim de confirmar a informação. “Deixa de bobeira, cara! Você ganhou mesmo”, diziam seus amigos, mas, ele precisava da comprovação. “Quando vi meu nome, me deu uma paz… realmente não tinha sido engano”.

 

O reconhecimento que vai além de uma medalha

 

Mas o maior prêmio para Erick não foi a medalha, e sim a possibilidade de expandir seus horizontes a partir das portas que ela lhe abriu. Seu sucesso com os números traduziu-se também (quem diria?!) em fama nas ruas. Erick apareceu na televisão, deu entrevistas a jornais de rede nacional e até tornou-se uma espécie de celebridade na pequena Ananindeua, onde era parado na rua para tirar fotos. Hermínio acompanhava o andamento de seu pupilo pela televisão e pensava “esse, com certeza, vai longe”.

 

No PIC, o menino se apaixonou pela matemática. Sua primeira classe, em 2011, era ministrada pelo professor Hermínio Simões Gomes. Até então, tudo que tinha visto sobre matemática era o que estava nos livros didáticos da escola, um novo mundo se abriu: “Quando cheguei ao PIC, o Hermínio foi meu primeiro professor, foi quem me apresentou a uma matemática nova, diferente, mais legal. Quando ele falava de congruência, de teoria dos números, fiquei fascinado, meus olhos brilhavam”. Erick saía das aulas com os olhos brilhando, motivado pelo conhecimento adquirido, corria para casa e se afundava nos livros e no material didático da iniciação científica, divertindo-se com as questões passadas como tarefa de casa. “Achava mágico, por exemplo, pegar um número enorme, uma potência enorme, e brincar com ela para achar o resto de uma divisão. Eu tinha umas ideias muito boas e ficava feliz comigo mesmo”, lembra o jovem.

 

O professor, por seu lado, se animava em ver o gosto dos alunos pelo estudo e o desempenho especial do menino. “O Erik chamava atenção pela facilidade. Vi que ele tinha muita agilidade de raciocínio e dava rapidamente solução para as questões colocadas, assim que batia o olho nelas. Algumas questões de geometria ele tinha uma observação e uma sagacidade, rapidamente construía um raciocínio que chamava a atenção e dava uma alegria de ver”, elogia Hermínio. A empolgação do docente com a turma de 15 medalhistas era tanta que chegava em casa e contava animado pra sua mulher das façanhas que seus “meninos-prodígios” faziam em sala, sempre falando do tal “moreninho, pequenininho” que matava todas as charadas. Os resultados que Hermínio mais se orgulha são o encaminhamento acadêmico dos alunos. Sem esconder a felicidade, frisa que, apenas na turma do Erik no PIC, mais dois rapazes seguiram para a faculdade de matemática.

 

Erick reflete sobre a experiência na iniciação científica e a classifica como um rito de passagem: “Houve o antes e o depois do PIC. Antes eu gostava de matemática, mas o programa me fez olhar para a matéria de uma forma melhor e mais madura. No ensino médio, eu tinha uma noção da matemática. No PIC, descobri que tinha muito mais coisa e tudo muito mais interessante.” Em sua última prova, no terceiro ano a fiscal veio lhe dizer que só faltavam 5 minutos e seu coração apertou. “Pensei ‘poxa, essa é a última vez’. Virei a folha e escrevi no verso “amo a OBMEP”. Foi como um recado que deixei, em agradecimento. A OBMEP me rendeu muitas coisas. Mudei minha visão sobre a matemática, conheci pessoas e fiz amigos, tive material didático que nunca encontraria na biblioteca da escola e conheci professores diferenciados que investiram em mim. Não sei onde estaria se não tivesse feito a prova. A bolsa também fazia a diferença dentro da minha casa, tanto no PIC quanto no PICME.”

 

A opção pela licenciatura (e seus desafios)

 

Se Erick optou pela carreira matemática, a decisão se deve em parte ao trabalho de Hermínio. “Ele me mostrou a carreira acadêmica, me abriu a mente para novas possibilidades de vida”, lembra o atual estudante do curso de licenciatura da UFPA. Tanto o material do PIC quanto a forma de ensinar de Hermínio, juntas, as duas coisas levaram o jovem a se interessar mais pela disciplina. Até então ele flertava com nove opções de futuras profissões, a lista ia de bombeiro a filósofo, passando por engenheiro mecânico. Para alguns pode parecer um conjunto inusitado, mas para quem até a sexta série sequer pensava em cursar a faculdade, já era um avanço. Entre as opções estava a profissão de matemático, é claro, mas a certeza só veio durante o PIC, onde teve maior contato com a carreira e pôde conhecer doutores em matemática. Decidiu então que trabalharia com números, “porque todas as áreas da matemática são belas, mas a teoria dos números é a melhor de todas”.

 

Para os irmãos de Erick, o caçula de sete filhos, o jovem é como “o futuro da família”. Primeiro de toda a linhagem a entrar para a faculdade, Erick foi criado pela mãe, que largou os estudos no terceiro ano do Ensino Fundamental para trabalhar. Nunca conheceu seu pai, mas sempre foi rodeado de irmãos que lhe davam suporte: “Eles colocam fé em mim. Sempre falavam que eu seria o que iria mais longe.  É o que eu quero, mudar a história da minha família, que é bem humilde e de vida muito difícil. Um dos focos da minha vida é dar uma vida melhor para eles.” O foco do rapaz agora é se formar na UFPA e ali completar o mestrado pelo Programa de Iniciação Científica e Mestrado, do qual faz parte. A bolsa recebida pelo PICME é o que lhe garante a manutenção na faculdade. “Já falei isso para o professor Claudio Landim, diretor adjunto do IMPA: se não fosse a bolsa do PICME, eu não poderia estar na universidade. Sem ela não teria dinheiro nem para almoçar. Com esse dinheiro, consigo me dedicar só aos estudos.” Uma vez formado mestre em matemática, o que ele espera fazer até os 27 anos, seus planos estão para além do Pará - quer fazer o doutorado no IMPA, no Rio de Janeiro ou, quem sabe, fora do Brasil.

 

Apesar de apaixonado pela profissão, Hermínio não esconde seus revezes: “É muito difícil ser professor. Se você reprova muito é ruim, se aprova muito também é ruim, porque deixou passar os erros. Tem que dar o conteúdo, mas ao mesmo tempo tem que procurar fazer alguma coisa por aqueles alunos que são mais fracos. É difícil dosar, é difícil ser justo.” Não à toa o professor não poupa elogios ao trabalho do PIC. E não pelo material didático ou pela infraestrutura do programa, mas pelas pessoas envolvidas. “Aquela reunião, a integração é o forte. Muitas vezes se pensa que é importante ter uma boa infra, sala bonita, mas não é isso. O fundamental é o envolvimento e o interesse das pessoas”. Segundo Hermínio, o diferencial dos alunos do PIC não é um Q.I. elevado ou um cérebro mais desenvolvido que os demais, é o interesse: “Você vê aquele entusiasmo, a alegria nos olhinhos brilhando”.

 

A logística, em especial no estado do Pará, é de fato um ponto delicado. Uma parte do Brasil onde as estradas não são feitas de asfalto, mas de água. O acesso à maioria das cidades é em barcos. Algumas vezes é preciso pegar dois barcos ou, dependendo do local, em certas épocas do ano, nem o barco tem acesso. Alguns alunos caminham de cinco a dez quilômetros para chegar ao porto de saída do barco, para então enfrentar horas de viagem. Na turma do PIC em que Erick estudou, alguns colegas vinham do município de Breves, às margens do rio Parauaú. Para frequentarem os encontros mensais, eles precisavam pegar montarias até a beira do rio, depois canoas, que eles mesmos remavam até um ponto onde se pega um barco maior, que leva 12 horas até a capital. Hermínio ressalta as dificuldades e o trabalho que dá levar o conhecimento até as crianças, sempre dizendo que tudo vale a pena: “Essa questão geográfica muita gente não entende lá embaixo. O aluno vai remando para a aula! É mais difícil organizar as coisas - divulgar a OBMEP, por exemplo – em um lugar com uma logística tão particular. De carro você consegue calcular quanto tempo vai levar, de barco não.”

 

Nas aulas do PIC, em Belém, os alunos vêm de várias cidades, o que faz Hermínio lembrar do alcance do programa que, em suas palavras, é muito mais do que uma ferramenta para descobrir talentos. Envolve escolas, professores, alunos e diversos outros profissionais que passam a experiência para amigos e familiares: “O PIC vai muito além do público-alvo imediato. Na verdade, a descoberta de talentos é apenas um item – o programa tem uma abrangência muito grande. O Erick, por exemplo, fala dele para os amigos. Os professores da escola com certeza o usam até hoje como exemplo de sucesso profissional. E, com isso, a mensagem que se passa é: vamos estudar matemática.”

 

Estudar matemática no IMPA

 

Outra experiência marcante para Erick foi o curso de verão no IMPA sobre análise na reta: “Vi o mundo maior. Tinha questões de conhecimento no universo da matemática, de possibilidades de pesquisa, muito além do que eu conhecia.” Não foi nada fácil. O tempo era apertado e Erick precisou optar entre ler e entender as aulas ou resolver as questões passadas como dever de casa. Escolheu dedicar-se mais à leitura. Ainda assim, era difícil acompanhar o ritmo das aulas, que misturavam assuntos diversos e que até então Erick não havia tido contato, como topologia. “Foi como que uma pancada. Surgiu uma teia de assuntos novos e inesperados que ficaram difíceis de administrar”, admite. No entanto, ele considera que o impacto foi positivo, e que na volta para casa, já conseguia ler com facilidade livros que antes achava que nunca seria capaz de estudar.

 

A viagem ao Rio de Janeiro, por si, já foi uma experiência. Seu coordenador no PICME, João Pablo, perguntou-lhe em 2013 se queria fazer o curso de verão. Eles formaram uma tropa de elite da matemática, um grupo de estudos particulares com quatro alunos selecionados pelo próprio coordenador para aulas-extras nos fins de semana. Graças a essa preparação, Erick chegou ao curso do IMPA já sabendo o conteúdo básico das três primeiras aulas. Mas essa não foi a única ajuda que o professor lhe prestou. Ele pagou a passagem de ida e volta do estudante até o Rio de Janeiro e o ajudou a conseguir estadia na cidade.

 

Na república, um prédio na região central carioca, onde dividia o quarto com outros oito universitários, era difícil se concentrar e estudar, mas isso não era problema. “O ambiente do IMPA te dá vontade de estudar. A sala de estudos é acolhedora, a biblioteca é linda, essas coisas parecem bobas, mas incentivam a gente a produzir. E estimula a aprender cada vez mais também porque estamos cercados de pessoas boas, verdadeiras feras da matemática”.

 

A matemática como ponto de encontro

 

Da infância em Ananindeua, Erick levou poucos amigos. Menino caseiro, não tinha muitos vizinhos e seu contato com outras crianças se limitava à escola. Não era habituado a jogar bola na rua ou soltar pipa, inclusive ele se enquadra sem vergonha alguma no clube dos pernas-de-pau. “Na educação física da escola, só entrava em campo porque era obrigatório, logo que tinha a oportunidade de sair eu saía porque era bem ruim, só atrapalhava”, lembra, entre risos. Gostava de videogames e chegou a integrar a “turma da bagunça”, mas decidiu se dedicar aos estudos no oitavo ano e mudou de ares, passou a sair mais com “a galera das ciências”, mas ainda não era ali que encontraria sua praia.

 

Durante o PIC, os momentos mais marcantes se passaram durante os dois encontros do Hotel de Hilbert, de que participou, em 2012 e 2013. Neste evento, alunos selecionados por seu desempenho nas aulas presenciais e virtuais da iniciação científica se reúnem em um hotel para assistirem a palestras com matemáticos renomados. “No EHH, todo mundo gosta de matemática e as palestras são super divertidas. A melhor parte é conhecer matérias e gente nova. Foi marcante na minha vida porque pude ver que muita gente gosta de matemática e que, como eu, gosta de conversar sobre a matéria”. A troca de conhecimentos levou o menino a melhorar sua visão sobre a área e a amadurecer seu relacionamento com os números.

 

Mas foi no IMPA que Erick finalmente se sentiu em casa. “Uma vez estávamos todos juntos, pessoas de vários estados. Vi aquele povo todo ali conversando e me senti muito incentivado. Pensei, ‘Caramba, esse é o meu ambiente! Esse é o meu lugar’. Até aquele momento eu não tinha me sentido em uma roda social que fosse o meu lugar. É muito importante ver que não estamos sozinhos, que tem muito mais pessoas com um interesse em comum. Até o PIC eu pensava que ninguém mais gostava de matemática. É legal ver que tem um mundo em que a gente se encaixa. E quando temos um interesse em comum costumamos fazer amizades, ficar mais próximos e existe uma troca muito legal de conhecimentos.”




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