Do sonho do voo ao ouro lá fora

 

Pentamedalhista da OBMEP, Julia Leguiza, conquistou o ouro na 15ª EGMO


Para muitos estudantes, o primeiro contato com a OBMEP (Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas) começa com uma prova. Para a pentamedalhista Julia Leguiza, começou com um sonho: fazer sua primeira viagem de avião. Natural de Fortaleza, no Ceará, ela abraçou a OBMEP com o objetivo de participar da Cerimônia Nacional de Premiação, realizada no Rio de Janeiro. A jornada nas olimpíadas, iniciada ali, a levaria ainda mais longe: até a conquista da medalha de ouro na 15ª EGMO (European Girls’ Mathematical Olympiad), em Bordeaux, na França.

“Foi pura felicidade e também inesperado. Já faz algum tempo que o Brasil não ganhava uma medalha de ouro — a última foi em 2019 —, então existia uma certa barreira, como se fosse algo quase impossível”, contou Julia.

O sucesso recente começou lá atrás e contou com a participação da OBMEP. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a jovem, formada pelo Colégio Militar, já havia tido contato com competições como a Canguru de Matemática Brasil. Mesmo sem preparação específica, encantava-se com problemas diferentes daqueles vistos em sala de aula. Foi durante os estudos para o concurso do Colégio Militar de Fortaleza, entre o 5º e o 6º ano, que esse interesse se transformou em paixão.

Com o novo objetivo em mente, a dedicação aumentou. Em 2021, veio a primeira grande conquista: a medalha de prata na OBMEP. O resultado já era expressivo, mas também serviu como impulso. No ano seguinte, o esforço foi recompensado com a tão sonhada medalha de ouro, e, com ela, a realização do sonho que havia motivado toda a jornada, a viagem para a Cerimônia Nacional de Premiação.




$result.label

Mais do que medalhas, a OBMEP abriu portas. Entre 2022 e 2023, ela participou do PIC JR. (Programa de Iniciação Científica), aprofundando seus conhecimentos e tendo contato com novos conteúdos. Em 2023, veio outra oportunidade marcante: a participação no 9º Encontro do Hotel de Hilbert, em Natal, onde assistiu a aulas e conheceu estudantes de diferentes regiões do Brasil.

“A OBMEP foi minha porta de entrada nas olimpíadas. A partir dela, descobri um grande mundo de competições internacionais, como a EGMO. De fato, a OBMEP me trouxe diversas oportunidades acadêmicas”, afirma.

Hoje, a medalhista está se preparando para novas competições e sonha ainda mais alto. Ao concluir o ensino médio, pretende se candidatar a universidades nos Estados Unidos, levando consigo tudo o que construiu ao longo dessa jornada.